sexta-feira, 19 de maio de 2017

Se sensualiza...

Há esse encanto
que num dia me encantei
e foi no momento exato
mais que expressivo...
E olhei você nos braços da noite
no teu riso...
Algo em ti me impressionou
nem sei... 
Quem sabe o brilho de teus olhos
quando sorrir, sendo pra mim apenas você,
e tão você no pano vermelho
que expressiva se faz ver,
sem jeito, bela e submissa
no teu calor...
e de lado sensualiza, felina
com seus longos cabelos
e quase sem nada... 
Está linda...
Cheia de amor...
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conforme artigo (Lei 9610/98)


DEIXA QUE SE ALASTREM

Abre os portões...
Permite que flores se alastrem...
Nem tudo pode ser defesa e campo minado.
Tu te preparas para o tornado, 
mas é Zéfiro quem se aproxima.
Olhas por cima do muro, de armas engatilhadas...
Sem as lentes, que dizem tudo, 
o que os olhos, de fato, veem?
Tira as lentes dos pretos e prateados.
Vê, no brilho dos metais, as cores; 
na ameaça das armas, as flores
e as sementes de Zéfiro: 
o ambiente propício à harmonia e ao amor.
Elas vem apaziguar a criança que, 
outrora atacada por todos, 
encolhe-se atrás das trincheiras
preserva-se das besteiras do hoje, 
temendo as baixas das guerras do ontem.
O tornado é passado. 
Planta os pés no presente.
Deixa o tempo passar...
Eles estão surdos. Não escutam os teus gritos.
Eles não atacam. Abaixa, tu, os escudos.
Aposenta as armas...
É preferível investir em calhas.
Cuida dos telhados, sem confusão.
Às vezes, gotas de água soam como granizos...
Espera a chuva passar. Espera de guarda-chuva.
Estrondos de raios nas nuvens parecem bombas, 
mas não é guerra. Acalenta a criança.
Espera o sol...
Espera o sol...
O sol acima das nuvens guarda a tua luz.
Nem tudo precisa ser tormento e cruz.
Acalenta a criança. Aposenta as armas.
Tira as lentes escuras e metalizadas.
Deixa a luz ofuscar os teus olhos sombreados 
de guerras e tornados de tempos passados.
O medo nos faz cerrar a alma, eu entendo.
Erga as persianas...
Deixa que as janelas conduzam as brisas e as sementes 
para a alma, através da mente, 
para, na alma...
... quem sabe?
© Direitos reservados
conforme artigo (Lei 9610/98)
Ilustração: Arilton Flores


domingo, 14 de maio de 2017

O ladrão do equilíbrio

Quem poderia guardar seu equilíbrio
Para quem tem, amores escondidos.
Assim como, dentre desejos e gemidos,
Que dama teria esse controle?
Não perdendo a mente, 
afogada de amores doentes.

Vi donzelas belas, cultuarem feras
Princesas com coroa de diamante,
Sentir saudade do canalha infame.
Por fim, o amor não respeita nada
Nem a racionalidade e 
sequer nossa saudade; 
dor ou vaidade, 
ele avança nas trancas, 
quebrando as correntes que 
separam almas no ventre, 
para que possam viver 
juntas num lugar, 
chamado terra, 
separados por gente.
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conforme artigo (Lei 9610/98)


AS MULHERES DA VIDA

As casas iluminadas 
São minhas companheiras
A longa estrada, 
As luzes cor de rosa, 
Os seguranças na porta.
Meu mundo secreto, 
Entre o agir ou não agir certo
Sinto-me envolvida em mãos e vidas
Desejada a mesa, como os banquetes 
Em grandiosas realezas.
Sentindo medo, os Químicos
Realizam meu desejo
Tornando o que era rosa
Num arco-íris, alucinando
Meu planto em canto
Minha alegria de não ser de ninguém
Mas a tristeza de querer alguém.
A lua das confissões em sombrias estradas, 
contou-me que existe alguém
Para que no fim de cada apagar
Das luzes rosas ao me acompanhar, 
O nebuloso desconhecido, 
me faria incrivelmente o amar.
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conforme artigo (Lei 9610/98)