quinta-feira, 3 de julho de 2014

DUAS VERDADES

No amor,
sou poeira ao vento
Às vezes imperceptível
Chego quieto, me aconchego
Esperando a brisa me levar adiante
No amor,
sou, também, tempestade de areia
Forte, destemido
Explosão e reação
No amor,
Somos sempre duas verdades,
Duas almas, até mesmo duas solidões
No amor,
Mesmos rumos, dois caminhos
Pra quem ama, 
mãos dadas enfrentam ventos contrários
Se a felicidade se afasta, tempestade de areia pra trazê-la de volta ao peito
Felicidade do lado? Poeira ao vento pra espalhá-la na alma.
No amor, deixa a felicidade ficar
Na felicidade, o amor me levar.
Eduardo Fank Saldanha