quinta-feira, 3 de julho de 2014

FELICIDADE INSATISFEITA

Tenho um jeito errado de amar
Na busca, estou aprendendo
Com o acaso, com o descaso
Amor em ebulição. Preso no peito aumentando a pressão
Se explodir? Faz estrago? Não. Não combina com o propósito do amor
Mas amor tem propósito, ou apenas se sente?
Perdi-me em mata fechada, num amor sem tamanho
Que me permite encontrar nas frestas de luz todos os sonhos que plantei
Como é possível viver uma ‘felicidade insatisfeita’?
Feliz por viver esse turbilhão, mas buscando a calma e a certeza expressa num olhar ao sussurrar palavras de carinho 
Sou diferente
Preciso externar meu sentir
Falo muito, ajo pouco
Ajo muito, me calo
Sou inconstante 
Às vezes não faço o suficiente, às vezes sou exagerado
Mas sei que não preciso
Só sei que quero
Não de mil amores
Mas de mais amor
Desse amor
Assim, sobrevivo a esse sentimento
Vivo por esse amor
Um amor que me orgulha sentir
Tanto que lutei por esse apego
E nele, viverei essa doce batalha.
Eduardo Fank Saldanha