domingo, 8 de outubro de 2017

UM BRILHANTE ENTRE CASCALHOS.

Do alto desce manso o rio
na calha rochosa como fio
a natureza chora na mata
num triste lamento sem pio.

A chuva esparge os olores 
na floresta, o arco de cores
as sementes brotam na relva
e a terra se enche de flores.

Lírios brancos pendem ao leito
o melro solta o mel do peito
ramos farfalham ao vento e 
o sol beija o rio por seu feito.
                         
A folhagem esconde num manto
o ofuscante brilho num canto
O puro brilhante emerge á tona
sucumbem cascalhos num pranto.
Autora: Marina Monacelli
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